Nosso posicionamento em relação ao estudo divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer da França associa o aparecimento do "linfoma anaplásico de grandes células" ao uso do implante mamário.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Mastologia enviou a todos seus associados um comunicado que gostaríamos de compartilhar com nossos leitores parte fundamental deste conteúdo de forma clara e esclarecedora.

 Em relação ao estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer da França, e com base nos dados de conhecimento global desse e dos demais estudos analisados até o presente momento, não há necessidade de alarme em relação a riscos oncológicos ou em relação a outras doenças que possam ser provocadas pelas próteses mamárias.

O linfoma anaplásico de grandes células associado às próteses mamárias é um subtipo bastante raro de linfoma de células T, que se estima possa surgir um caso em cada 500 mil mulheres com próteses. Apesar da sua raridade, houve um sinal de alerta na França em relação a um possível aumento no número de casos diagnosticados. Apesar do pequeno número de casos reportados em pacientes portadoras de implantes mamários, não é possível no presente momento e com base nos dados analisados, estabelecer um nexo causal claro entre os implantes mamários e o aparecimento dessa condição.

É preciso ressaltar que as próteses mamárias são, entre todas as próteses implantadas no corpo humano com diferentes finalidades médicas, aquelas que foram mais extensivamente estudadas na literatura científica. Elas vem sendo implantadas em todo o mundo há muitas décadas e a sua segurança continuamente avaliada. São conhecidos muitos benefícios da sua utilização para a saúde e o bem estar global das pacientes, assim como os impactos positivos do seu emprego para a população.

Portanto, não há nenhum dado até o presente momento que justifique qualquer mudança de postura ou intranquilidade por parte das pacientes portadoras de implantes mamários, sejam elas oriundas de cirurgias estéticas ou reconstrutoras.”